Teoria Contingencial



Teoria contingencial

A teoria contingencial é uma das teorias mais modernas no ramo da administração de empresas e consiste em afirmar que tudo é relativo, ou seja, que existe uma relação entre os fatores ambientais (externos) e a gestão de uma organização (interno) para alcançar os objetivos traçados pela empresa.

A teoria contingencial pretende coordenar os princípios básicos da administração que são as atividades, estruturas, tecnologia e meio ambiente. A principal dúvida sobre teoria contingencial é a sua definição, pois contingência significa fenômeno incerto ou eventual, passível ou não de suceder.




A abordagem contingencial consiste em provar que não existe um único modelo ou forma de administração a ser seguida, ou seja, não existe forma pré-estabelecida que sirva a todas as circunstâncias e que depende dos vários fatores internos e externos. Pela teoria contingencial o ambiente organizacional é composto de variáveis que situacionais, ambientais, tecnologias, econômicas e circunstanciais.

Portanto, a teoria da contingência considera que as organizações são diferentes de dentro para fora e que o ambiente é uma variável imprescindível no comportamento organizacional.

Para Chiavenato, a teoria contingencial encerra um aspecto que é proativo e não apenas reativo, ou seja, na administração contingencial o reconhecimento, diagnóstico e adaptação à situação são fundamentais para a empresa. Mas, essas abordagens não são suficientes.

Entre as relações funcionais na teoria contingencial estão as condições ambientais e as práticas administrativas, práticas essa, que precisam ser constantemente identificadas e ajustadas.

Origem da teoria contingencial

A Teoria da Contingência surgiu de forma interessante, pois para ter-se a teoria foi necessária a realização de várias pesquisas sobre que modelos de estrutura organizacional são mais eficazes.




Essas pesquisas pretendiam a confirmação da eficiência da Teoria clássica, se eram mesmo definitivas as abordagens da teoria clássica como a divisão e especialização do trabalho, ênfase estrutural, hierarquia e autoridade, visão analítica do ser humano.

Daí o nome contingência, pois as pesquisas foram contingentes ao procurar compreender e dar explicação de como as empresas funcionam de acordo com diferentes situações que acompanham o ambiente e o contexto no qual as empresas estão inseridas. Portanto, a teoria contingencial estuda os tipos básicos de organizações, o ambiente organizacional e a tecnologia que elas usam.

Segundo os autores Tom Burns e G.M. Stalker, as organizações se dividem basicamente em organizações mecanicistas e orgânicas.

Partindo do princípio de que as organizações orgânicas constituem uma evolução do modo de gestão mecanicista, até porque o ambiente mecanicista de administração cabe a situações em que o ambiente organizacional se encontra estável e as organizações orgânicas compõem um tipo de organização em que se faz necessário se adaptar às condições de mudanças no ambiente organizacional, ou seja, é o ambiente que determina o grau de mecanicismo ou organismo vivo nas organizações.

Dessa forma, inicialmente os estudos de contingência têm o compromisso de verificar as principais diferenças entre organizações mecanicistas e organizações orgânicas.


As organizações mecanicistas são marcadas por uma estrutura burocrática e que se baseia em tarefas realizadas de forma minuciosa, com adequada divisão do trabalho e divisão por cargos de forma que se atinja a superespecialização. As decisões são centralizadas, com maior rigidez nos sistemas de controles, regras e procedimentos formalizados e maior visibilidade de subordinação e hierarquia.

Já nas organizações orgânicas as principais características são: a estrutura flexível com menos determinismo quanto à divisão do trabalho, a determinação dos cargos se desenvolve com maior interação, as decisões são descentralizadas e há valorização da visão sistêmica na realização de tarefas.

Ambiente

Como vimos acima, o ambiente de trabalho é fator preponderante para que uma organização seja destacada como orgânica ou mecanicista. Portanto, o ambiente é o principal contexto para o estudo contingencial das organizações.

Mas o ambiente só desenha fatores internos para o desenvolvimento das atividades organizacionais, e quanto aos fatores externos?

Os fatores externos estão relacionados ao cenário no qual as empresas estão inseridas, sendo que o ambiente externo é amplo e complexo, sendo impossível a absorção total pela empresa. Dessa forma, então o ambiente externo não pode ser mapeado de forma fácil quanto a sua totalidade, o que dificulta a leitura do ambiente externo e sua realidade e seu impacto para as empresas, o que demanda um estudo cuidadoso.

É inevitável, portanto, que haja nas empresas uma leitura subjetiva dos diversos ambientes:

Para Lawrence e Lorsch os ambientes de contingência têm como maior problemática a diferenciação e a integração.




No estudo sobre diferenciação, tem-se que as organizações são divididas em departamentos e cada departamento é especializado em uma tarefa. Já a integração é o rompimento do distanciamento dos departamentos, no esforço contínuo de manter o objetivo em comum.

O objetivo das empresas deve ser, portanto, o de integrar toda a diferenciação existente para concretização global e conjunta dos objetivos.

Tecnologia

A tecnologia é uma variável que independe de outras influências organizacionais, pois, é fator predominante para o desenvolvimento, evolução, crescimento e inovação necessária para as empresas.

No contexto organizacional a tecnologia funciona de duas formas: como fator ambiental e como fator organizacional. O fator organizacional compreende o desenho organizacional que depende do nível tecnológico das empresas e é necessário para implantação tecnológica e realização de reengenharia.

Thompson é um estudioso da tecnologia e sua influência no desenho e arranjo organizacional. Para ele, existem dois tipos de tecnologia:

Tecnologia com elos em sequência – esse tipo de tecnologia abrange a linha de montagem e a produção em massa. A tecnologia para produção em massa alinha técnica e abordagem da administração clássica.

Tecnologia mediadora – este tipo de tecnologia tem por base o estilo burocrático de lidar com a tecnologia no ambiente que envolve relação com fornecedores, clientes e empresas agenciadoras em um dinamismo interdependente.

De forma geral, a tecnologia pode ser de sustentação que visa à melhoria de processos e desempenho nas atividades já existentes. E a tecnologia radical ou de demolição com a característica de ser inovadora e substituir processos ou produtos já existentes.

Outras considerações sobre a teoria da contingência

A teoria contingencial busca estudar como as variáveis do ambiente, o contexto e as formas de gestão de uma organização podem influenciar para o sucesso dos objetivos da organização.

Outra preocupação da teoria da contingência, além do ambiente e da tecnologia, é a preocupação com o sistema técnico da empresa, fator importantíssimo para a formação da estrutura operacional e para o trabalho, controle exercido e grau de qualificação.

Outro objeto de estudo para a teoria da contingência é a relação de poder nas organizações, pois é necessário que haja uma estrutura de poder que seja independente do controle externo. A equação do poder externo determina que quanto maior o poder exercido de forma externa maior será a habilidade da empresa em centralizar decisões e formalizar normas e procedimentos.




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