Plano financeiro



Plano financeiroO plano financeiro funciona como uma bússola para novos empreendimentos e como orientação para os empresários na tomada de decisões. Deve ser um instrumento hábil para controle e planejamento financeiro.

Um plano financeiro deve constar no plano de negócios como orientação e demonstração da viabilidade econômica e financeira da empresa, que servirá de análise para investidores, bancos de empréstimos e os próprios empreendedores.




Questões do plano financeiro

Um bom plano financeiro busca responder as seguintes questões: qual a previsão de lucros e receitas para o empreendimento? Qual o retorno do investimento inicial e em quanto tempo? Qual o valor desembolsado para suprir as necessidades de capital de giro?

Tópicos do plano financeiro

  • Investimento inicial – o investimento inicial é a primeira parte do plano de negócios e inclui planejamento para investimentos em imóvel, adequação do imóvel, compra de máquinas, equipamentos e veículos. E ainda os gastos com marcas, patentes, registros e obtenção de certificações necessárias, e ainda despesas para adequação da estrutura de acordo com normas, regulamentos ou resoluções.

Organizar a produção exige investimentos iniciais e para isso poderá ser necessário gastos iniciais com boas práticas e outras iniciativas.

O investimento inicial é algo que deve ser planejado, controlado e discutido com antecedência, pois dele depende a produção e decisões de âmbito estratégico, tático e operacional.

Sabendo que a qualidade que a empresa pretende oferecer como também a sua sustentabilidade e viabilidade econômica dependerá do planejamento financeiro.

Os principais gastos com o investimento inicial farão parte da conta ativo permanente e futuramente será também objeto de depreciação.




  • Projeção de resultados – utiliza-se a projeção de resultados para que a empresa projete e acompanhe desempenhos financeiros. Além de acompanhamento da empresa, o documento de resultados é avaliado também pelo governo no que tange o lucro líquido.

O demonstrativo de resultados, portanto é um documento hábil para apreciação das contas de acordo com o princípio da competência. Pelo princípio da competência no momento em que despesas ou receitas são geradas, ele é contabilizado independente de prazos ou datas de ocorrência.

A demonstração de resultados é um dos instrumentos mais importantes para o alcance de metas da empresa e, por isso é também um documento importante na análise e controle de orçamento e desempenho financeiro.

Receitas

A análise das receitas que representa todos os recebimentos da empresa e que possui um saldo positivo, também é eficaz na geração da margem de contribuição, que é um indicador financeiro da empresa muito útil para análise de quanto à empresa recebe e em contrapartida quais são os custos variáveis e custos que implicam a comercialização de produtos ou serviços como os custos e com impostos.

Para melhor entendimento, temos que a demonstração de resultados. Segue o modelo abaixo:

Receita operacional bruta


(-) deduções da receita bruta

= receita operacional líquida

(-) custos das vendas

= resultado operacional bruto

(-) despesas operacionais

(-) despesas financeiras líquidas

Outras receitas e despesas




= resultado operacional antes do imposto de renda e da contribuição social e sobre o lucro

= lucro líquido antes das participações

(=) resultado líquido do exercício

A conta de receitas é importante no plano financeiro e também requer explicações, por exemplo, é necessário vir descrito como a empresa obtém o seu ganho, qual a diversidade de produtos ou serviços que geram a receita.

O indicador receitas é importante no plano de negócios, pois ao realizar uma previsão da receita também é realizada uma previsão da demanda de comercialização de produtos ou serviços.

Previsão de receitas é para as empresas uma ciência a parte, pois acompanha as tendências de mercado para o setor em que a empresa está inserida e assim realiza-se uma projeção de demanda.

Interessante constar que as receitas só são consideradas receitas quando os produtos são realmente ou os serviços prestados contabilmente falando, sem mencionar que os recebimentos foram efetivos.

A análise do indicador receitas necessita de algumas previsões: de demanda no setor, de vendas, condições de comercialização das empresas e ainda a previsão de custos.

Por isso, quando é realizada uma análise das receitas, analisa-se também a demanda do mercado e as tendências para o setor em determinado mês ou trimestre, qual a participação da empresa nesse conjunto, qual a capacidade comercial da empresa de distribuição e de vendas, a análise dos custos e o retorno financeiro se coincide com os investimentos iniciais.

Custos

A análise e projeção de custos é uma das ferramentas mais importantes e interessantes para a empresa e porque não dizer abrangente.

Pela análise de custos, a empresa avalia quais produtos ou serviços com maior custo para ser comercializado ou produzido, quais os indicadores que devem ser utilizados como parâmetro para redução de custos e posterior avaliação de desempenho.

E a partir da análise de custos é possível também uma análise sobre os preços de vendas, se os mesmos são suficientes para cobrir os custos e ainda obterem resultados.

Como modo de definição temos que os custos podem ser divididos em: custos diretos, que são aqueles relacionados á produção de forma direta, como a matéria-prima, insumos e outros.

Raciocina-se que os custos tem relação com a temporariedade de gastos, ou seja, os investimentos fixos diferem-se dos custos fixos, sendo que máquinas, equipamentos e veículos gerarão custos fixos com manutenção, conservação e outros.

Seguem-se custos indiretos que são os custos com gastos que estão indiretamente relacionados com a comercialização ou produção, como gastos com insumos, salários de pessoal ligados diretamente á produção ou vendas. Esses custos admitem rateios como critérios para melhor gestão e controle.

Os custos variáveis são aqueles em que os gastos ou despesas variam de acordo com a demanda ou volume de produção ou comercialização, é exemplo de custos variáveis: comissões sobre vendas, custos com matéria-prima e outros.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um instrumento igualmente importante para a empresa, pois deve analisar o cerne financeiro que para as empresas são as receitas e despesas e que deve também, constar no plano financeiro.

Fluxo de caixa é diferente da demonstração de resultados, pois consiste em documentar o efetivo em receitas e despesas. O fluxo de caixa é elaborado de acordo com o regime de caixa, uma vez que no documento é importante mencionar a data de entrada e saída de recursos.

Para melhor entendimento vejamos a tabela abaixo com a descrição das contas utilizadas na elaboração do fluxo de caixa:

Investimento Inicial;

Saldo de Caixa Inicial;

Total das entradas;

Total das saídas;

Saldo;

Fluxo líquido de caixa.

Ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio é um documento bem comum nos planos de negócios, pois a sua existência no plano financeiro serve para o cálculo da margem de contribuição e como isso fica de forma gráfica, ou seja, o ponto de equilíbrio possibilita a visualização da situação financeira de forma gráfica o que possibilita análise mais clara.

Antes da formação do gráfico é necessária a equação:
Receita

(-) custos variáveis

= margem de contribuição

(-) custos fixos

= resultado

O importante é que o plano financeiro seja elaborado de forma clara, sucinta e transparente com informações precisas e confiáveis e que torne o plano de negócios mais consistente.




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