Telebras resiste a fazer oferta de ações públicas



    A Telebras ainda resiste a investir no mercado. O diretor de relações com investidores da empresa, Fabrício Santos Limoeiro, informou que a estatal não necessita fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) dentro de alguns dias. Na sua opinião, a organização ainda não está na hora de lançar ações, pois está nos primeiros passos de operações, assinalando que ela é uma start-up. Em entrevista dada para a Dow Jones, o presidente da empresa, Caio Bonilha, ressaltou que a Telebras tem a necessidade de ampliar, desenvolver e estruturar sua comunicação com o mercado. Ele informou que a primeira teleconferência com analistas vai acontecer em junho, depois de um período de dois anos sem se comunicar com o mercado de forma efetiva.

     Telebras pretende fechar 2013 com prejuízo zerado

    Telebras resiste a fazer oferta de ações públicasO presidente da Telebras acredita que a empresa vai conseguir zerar o seu prejuízo operacional em 2013, depois de ter alcançado uma perda de R$ 4,8 milhões no ano de 2012. Sendo uma estatal que já monopolizou o mercado de telecomunicação, a Telebras foi completamente desmembrada com a onda de privatização que aconteceu no ano de 1998. Depois disso, ela nasceu novamente no ano de 2012 na forma de um meio para estruturar a internet em locais que estejam longe das grandes cidades. A empresa está sob o poder do governo, porém grande parte de suas ações está em poder do setor privado, aproximadamente um quarto delas.




     O que houve quando Telebras ressurgiu em 2010

    Quando a Telebras renasceu, teve de assumir mais de 40 mil quilômetros de fibra ótica que estavam nas mãos de organizações do governo, tais como a Eletrobras, por exemplo. A ex-monopólio da telecomunicação investiu R$ 240 milhões para adquirir e instalar equipamentos para acionar esses cabos de fibra ótica, de acordo com o presidente da companhia.

     Bonilha ainda afirmou que a empresa já assinou mais de 100 contratos com a área privada, contando com players sólidos do mercado, como TIM e Oi, por exemplo, para que essas possam usar toda a infraestrutura da Telebras em regiões quase sem população. Em determinadas situações, se os contratos têm ligação com um swap de capacidade de fibra ótica, em outros a Telebras cobra uma tarifa de leasing.

     A Telebras também estabeleceu um contrato de R$ 32 milhões há pouco tempo para poder realizar a transmissão da Copa das Confederações. Não somente isso, mas a estatal também pretende adquirir um satélite em órbita até o ano das Olimpíadas no Brasil. No mês de abril, foram escolhidas três organizações para participar de uma disputa para desenvolver o satélite Mitsubishi Electric Corp., Space Systems/Loral e Thales Alenia Space.

    Título: Telebras não planeja realizar IOP em breve, diz diretor
    Veículo: Exame
    Data: 27/05/2013

     




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